“Não briguei mais por você, porque ter você seria muito menos do que ter você. Não te liguei mais, porque ouvir sua voz nunca mais será como ouvir a sua voz. Não te escrevo porque nada mais tem o tamanho do que eu quero dizer. Nenhum sentimento chega perto do sentimento. Nenhum ódio ou saudade ou desespero é do tamanho do que eu sinto e que não tem nome. Não sei o nome porque isso que eu sinto agora chegou antes de eu saber o que é. Acabou antes do verbo. Ficou tudo no passado antes de ser qualquer coisa.
“Sabe de uma coisa? Eu ainda ouço aquela musica que você dizia que lembrava de mim. E automaticamente, começo a lembrar dos momentos que nós dois tivemos juntos.
“E se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias.
“Sabe de uma coisa? Eu ainda ouço aquela musica que você dizia que lembrava de mim. E automaticamente, começo a lembrar dos momentos que nós dois tivemos juntos.
“Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta…
““Não é nada.” Repito isso sempre na esperança de que tudo passe e fique bem. Daí eu me lembro que o meu nada, é o meu tudo.